Igreja Ortodoxa Russa - 3° capitulo
Igreja Ortodoxa
Russa
Русская
православная церковь
Brasão do
Patriarcado Ecumênico de Constantinopla
Domínio publico
Igreja Ortodoxa
Oriental
O Rito Bizantino, ou Rito
Grego ou Rito Constantinopolitano, originalmente na língua grega, é o rito
litúrgico usado pela Igreja Ortodoxa Oriental.
Seu desenvolvimento começou no
século IV em Constantinopla e agora é o segundo rito mais utilizado na
cristandade após o Rito Romano, o usado pela Igreja Católica Apostólica Romana.
O Rito consiste nas horas
canônicas, nas liturgias divinas, nas formas para a administração de mistérios
sagrados, como os sacramentos, as orações, as bênçãos e os exorcismos, por isso
foi traduzido para as línguas das Nações onde estão as Igrejas Orientais e
continua o seu desenvolvimento.
O Rito, também, rege a Tradição,
onde se inclui os ícones (representação de personagem ou cena sagrada em
pintura sobre madeira, mosaicos etc., ela própria considerada sagrada e objeto
de culto), a arquitetura, a música litúrgica, as vestimentas e que evoluíram ao
longo dos séculos.
Autocefalia, do grego : αὐτοκεφαλία , que significa "propriedade
de ser auto-encabeçada", ou seja, é o status da Hierárquica de uma igreja
cristã cuja o Cabeça, Líder, Chefe ( Metropolita, Arcebispo, Bispo) não tem
nenhum outro superior hierárquico, um conceito para ordenar a distribuição dos
poderes com subordinação sucessiva de uns aos outros, uma série contínua de
graus ou escalões, em ordem crescente ou decrescente de forma que a posição
inferior é sempre subordinada às posições superiores.
As Igrejas Ortodoxas Orientais,
e Igrejas cristãs independentes, são autocéfalas ou autocefálicas.
Quatro Patriarcados Antigos,
são:
Patriarcado Ecumênico de
Constantinopla;
Igreja Ortodoxa Grega de
Alexandria;
Igreja Ortodoxa Grega de
Antioquia;
Igreja Ortodoxa Grega de
Jerusalém.
O que nos interessa é o
Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, “que goza do status de Primus inter pares (primeiro entre
iguais), por sua localização histórica na capital do antigo Império Romano
Oriental, Império Bizantino, e seu papel de Igreja Mãe da maioria das igrejas
ortodoxas”.
“O cristianismo em Bizâncio
existi desde o século 1, mas foi no ano 330 que Constantino o Grande mudou sua
residência para a “Nova Roma”, e a partir desse momento, a importância do
Patriarcado de Constantinopla cresceu, juntamente com a influência de seu Patriarca.
Contudo o Patriarca de Constantinopla não tem autoridade real sobre as Igrejas espalhadas
pelo mundo, isso quer dizer que sua autoridade não vai além da sua própria
igreja em Istambul, Constantinopla, e outros locais como Turquia, Grécia,
Arquidiocese Ortodoxa Grega da América e Exarcado dos Oceanos Atlântico e
Pacífico, Chicago, etc.”.
A Igreja Ortodoxa Russa é
considerada como um Patriarcado Junior, uma das cinco dessa categoria (Igreja
ortodoxa e apostólica georgiana, Igreja Ortodoxa da Sérvia, Igreja ortodoxa
romena, Igreja Ortodoxa da Bulgária),
Pretendo fazer uma resenha
sobre a Igreja Ortodoxa Russa, autocefalia reconhecida em 1589, que merece por
sua importância um estudo mais detalhado e sua História publicada em livros.
A Igreja no Rus de Kiev, a
capital da Rússia medieval, era ligada ao Patriarcado de Constantinopla., ou
seja, era metropolita, semelhante a diocese (região sob domínio administrativo
de um bispo) sob a liderança de um Metropolita (dignitário das Igrejas ortodoxas, intermediário entre o
Patriarca e os Arcebispos), e esse era nomeado pelo Patriarca de
Constantinopla.
Seu título era Митрополи́т Ки́евский и всея́ Руси́-
Metropolita de Kiev e toda a Rússia.
O primeiro foi Михаил I, Michael
I, de 988 – 991, seguido por Леонтий, Leonty, 2º Metropolita de Kiev e toda a
Rússia de 992 - 1008 e eram gregos.
O primeiro não grego, de
origem eslava, foi Hilarion de Kiev, em época de Yaroslav I, Grão-príncipe de
Kiev, Príncipe de Rostov, Príncipe de Novgorod, 6º Metropolita de Kiev e toda a
Rússia de 1051 - 1055.
Nos primeiros tempos foram
criadas as dioceses de em Belgorod, Veliky Novgorod, Rostov, Chernigov,
Vladimir-Volynsky, Polotsk, Turov, sendo que os líderes foram eleitos
localmente pelos príncipes.
Enquanto a Igreja se expandia,
a educação grega de Constantinopla era difundida, os Boiardos, a aristocracia
russa, cuja posição na hierarquia nobiliárquica só era inferior à dos príncipes,
não se educavam, qualquer tentativa era malsucedida, conforme revela Eugene
Evsigneevich Golubinsky, da Academia Imperial de Ciências, historiador da
Igreja Russa e arquitetura da igreja, em sua História da Igreja Russa. - M.:
Tipo. Lissner e Roman, 1880-1911, e isso para o destino da Rússia foi muito
nefasto como veremos nos tempos de Pedro, o Grande, Imperador e Autocrata de
toda a Rússia de 1682 até 1725.
Os mosteiros eram a base da
evangelização.
Erguido em meio a uma floresta
o Lavra de Kiev-Pechersk - Киево-Печерская лавра – foi um dos primeiros e dos
mais importantes, tornou- se o centro da vida espiritual. Hoje ele está
localizado no centro de Kiev.
Lavra de
Kiev-Pechersk
Domínio publico
Veio a Invasão mongol do Rus.
O Rus de Kiev estava se desintegrando, vários principados feudais tinham
sido organizados, o que facilitou a invasão.
A Batalha do Rio Kalka de 31 de maio de 1223, margens do Rio Kalka,
Ucrânia, foi uma retumbante vitória mongol.
O Canato da Horda Dourada, ou Horda de Ouro, (1240 – 1502) “um dos
quatro canatos originários da fragmentação do Império Mongol e o mais duradouro
de todos eles. Abrangia, em seu apogeu, grande parte da atual Rússia Europeia,
Cazaquistão, Ucrânia, parte da Bielorrússia, norte do Uzbequistão, Sibéria
Ocidental e uma parte da Roménia”.
Entre 1240 a 1480, os mongóis dominaram os vários principados russos,
mas eram tolerantes com as outras religiões.
Nesse período destacamos:
a-
São Sergius
de Radonezh, Сергий Радонежский, em português Sérgio de Radonej, líder espiritual
e reformador monástico da Rússia medieval.
Patrono da Rússia e um dos santos mais
venerados não só na Rússia, mas pelo mundo.
Em 1940, SS o Venerável Pio XII, 260º Papa da
Igreja Católica Apostólica Romana, Bispo de Roma, reconheceu a veneração dos santos
orientais, canonizou e incluiu São Sergius
de Radonezh em primeiro lugar exprimido sua admiração ao dizer” "O
primeiro santo russo que pode ser chamado de místico, no sentido ortodoxo da
palavra, como portador de uma vida espiritual particular e secreta”- “il primo
santo russo che possa definirsi mistico, nel senso ortodosso della parola, in
quanto portatore di una particolare, segreta vita spirituale”.
Essa manifestação do Venerável Pio XII me dá
a certeza de que Sérgio de Radonej foi um servo ao agrado de nosso Deus.
Desde 1969, a pedido do Papa Paulo VI, o nome
de São Sérgio foi incluído no calendário litúrgico da Igreja Católica Romana.
“Os seguidores de Sérgio fundaram
quatrocentos mosteiros, ampliando assim a extensão geográfica do Grão-Ducado de
Moscou”.
b-
Santo Alexis
Metropolitano, "O prelado de Moscou e toda a Rússia, o milagroso”,
Митрополи́т Алекси́й, «святителем Московским и всея России
чудотворцем», Metropolita de
Kiev e toda a Rússia, que em “1366 começou a construção do Kremlin de Moscou em
pedra”;
c-
Maximus
de Kiev, Максим Киевский, grego, Metropolita de Kiev e toda a Rússia de 1283 -5
de dezembro de 1305.
Ele transferiu a Sé Metropolitana de Kiev
para Bryansk, localizada a 379 km a sudoeste de Moscou, e depois para Vladimir,
a capital do Grão-Ducado de Vladimir, hoje um dos maiores centros turísticos da
Rússia.
Cidade Vladimir - Владимир (город)- na margem
esquerda do Rio Kliazma, a 176
km a leste de Moscou, e que faz parte do Anel de Ouro da Rússia.
Anel de Ouro da Rússia inclui oito grandes
cidades – Vladimir, Sergiev Posad, Pereslavl-Zalessky, Rostov, Yaroslavl, Kostroma,
Ivanovo, Suzdal – nelas podemos assimilar a verdadeira e rica cultura e ver
seus belos monumentos históricos.
Isidoro de Kiev- Исидор (митрополит Киевский- (Isidoro de Kiev ou
Isidoro de Tessalônica ou Isidoro, o Apóstata), “em 1437, foi nomeado Metropolita
de Kiev e Moscou e de toda a Rus pelo Patriarca de Constantinopla José II, entre
1416 e 1439, sob os auspícios do imperador bizantino João VIII Paleólogo, para
conciliar a Igreja Ortodoxa Russa com a Igreja Católica Romana e assegurar a
proteção de Constantinopla contra os invasores do Império Otomano.”
Ficha:
Local e data de nascimento: Ilha de Monemvasia, no Peloponeso, Império
Bizantino, entre 1380 e 1390.
Local e data de morte: Roma,
os Estados papais, em 27 de abril de 1463.
Enterrado: Catedral de São
Pedro
Funções eclesiásticas:
Metropolita de Kiev e toda a
Rússia
Cargo vago por sete (&)
anos. Nomeação em 1437 - 1441
Cardeal presbítero dos santos
Marcelino e Pedro
18 de dezembro de 1439 - 7 de
fevereiro de 1451
Camerlengo Sagrado Colégio de Cardeais
1450 - 7 de fevereiro de 1451
Cardeal Bispo de Sabina
7 de fevereiro de 1451 a 27 de
abril de 1463
Patriarca latino de
Constantinopla
20 de abril de 1458 - 27 de
abril de 1463
Decano do Sagrado Colégio dos
Cardeais
8 de outubro de 1461 - 27 de
abril de 1463
Os islamitas do Império
Otomano estavam as portas de Constantinopla e João VIII Paleólogos, Basileus do
Império Bizantino queria salvar seu Trono, fosse como fosse, não dano a menor importância
para as diferenças doutrinárias e outros dogmas de fé, e insuflou a união entre
as Igrejas Ortodoxas e a Igreja de Roma.
Com a morte de Gerasim, metropolita
de Kiev e Toda a Rússia em 1433 a 1435, Isidoro foi nomeado para o cargo com a
finalidade primeira de promover essa união e assim salvar o Trono de seu
soberano.
Foi dada a Isidoro a autoridade
sobre os bispos de Chernigov , de Polotsk , de Vladimir , de Turov - Pinsk , de
Smolensk , de Galicia , de Przemysl ,de Kholmsk , de Lutsk e Bryansk (na
Polônia e na Lituânia ), de Novgorod, de Tver , de Ryazan, de Rostov , de Vladimir-Suzdal
, de Kolomna , de Perm, isso é sobre o
Clero do Grão-Ducado do Tver, de Moscou, e do Principado de Ryazan, o que fazia
dele um homem poderoso no Rus.
O favorito de Basílio II, o
Cego, príncipe de Moscou e Vladimir, era Jonas, Иона Московский, futuro santo, canonizada
pela catedral de Makaryevsky em 1547, e futuro metropolita de Kiev e toda a
Rússia de 15 de dezembro de 1448 até 31
de março de 1461, o último a usar tal título.
Estava reunido o Conselho de
Basileia, Ferrara e Florença de 1431, convocado pelo Papa Martin V, 206º Papa
da Igreja Católica e Bispo de Roma, tendo como finalidade erradicar a heresia
hussita (um movimento reformador e revolucionário que surgiu na Boêmia, no
século XV, cujo nome vem do teólogo boêmio Jan Hus (1372-1452), e que mais
tarde se juntou a Reforma Protestante), reformar a Igreja e principalmente tratar
a união com a Igreja Ortodoxa.
“O grão-príncipe Basílio II da Rússia recebeu ao novo metropolita com
hostilidade. “
“Logo chegou t Isidoro trabalhou para persuadir ao grão-príncipe para
aliar-se com o catolicismo, com o propósito de salvar ao Império Bizantino e a
Igreja Ortodoxa de Constantinopla.”
“Sem cessar trabalhou para formar uma delegação russa para o concílio
de Basileia, Ferrara e Florença.”
Apesar da resistência dos príncipes
russo, do clero, de parte do Boiardos, conseguiu recursos com o príncipe Basílio II para uma participação no concílio,
e com uma comitiva de 100 pessoas partiu rumo a Ferrara, na Itália.
Basílio II o fez prometer que não trairia a Igreja Russa, que não a colocaria
em inferioridade com a Igreja Católica e ele prometeu.
Prometeu, mas não cumpriu.
Era fiel a seu Imperador e a
Roma, pois essa representava naquele momento a salvação do Império Romano do Oriente,
o Império Bizantino.
A expressão latina locum tenens quer dizer no ‘lugar de um
titular’, assim Isidoro, como metropolita de Kiev e toda a Rússia, em 5 de
julho 1439, assinou em nome da Igreja Ortodoxa Russa a união com a Igreja Católica
e Ortodoxa Grega de Constantinopla.
Anulava-se a Igreja Ortodoxa
Russa para salvar Bizâncio.
Traíra é uma pessoa traidora e
falsa que não inspira confiança, e Isidoro foi trairá com o Basílio II, com o clero, com o povo russo.
“Em 19 março de 1441, Isidoro chegou
a Moscou contendo o pedido para ajudar na reunificação das Igrejas.”
Os russos já o consideravam que
ele havia traído a Fé Ortodoxa, mas ele muito senhor de si, na Páscoa de 1441, com uma grande cruz católica
em uma das mãos proclamou a união das duas igrejas e subindo ao púlpito da
Catedral da Ascensão no Kremlin de Moscou leu o Tradado de União.
Três dias depois, seis bispos, sob ordens de Basílio, se reuniram em um
sínodo e o depuseram. Depois disso, foi encarcerado no mosteiro Čudov por
negar-se a renunciar a união com a herética Roma.”
Dois anos depois fugiu para Constantinopla, de onde fugiu dos maometanos,
indo para Roma onde foi recebido com honras e entres loas.
Terceira Roma
A Terceira Roma foi a denominação dada a hipotética sucessora de Roma Antiga,
“A Primeira Roma ", da Segunda Roma, essa a “Nova Roma " de
Constantino, o Grande, que era Constantinopla, a capital do Império Bizantino.
Denomina-se A Queda de Constantinopla a tomada da cidade por Maomé II,
o Conquistador, sultão do Império Otomano, autoproclamando Kayser-i Rûm, ou "César
do Império Romano", Padixá, senhor das Duas Terras e os Dois Mares, na
terça-feira, 29 de maio de 1453, data que é o marco da destruição final do
Império Romano do Oriente.
Moscou como a Terceira Roma
Ivan III Vasilievich, Иван III Васильевич, Ivan, o Grande, ainda um
soberano da Dinastia Rurikovitch, com a titularidade de “pela graça de Deus Grão-duque
de toda a Rússia, de Vladimir, de Moscou, de Novgorod, de Pskov, de Tver, de Perm,
de Ugra e outros", que governou de 28 de março de 1462 até 27 de outubro
de 1950.
Ivan III casou com Sophia Fominichna Paleolog, ou Zoe Paleologinya,
filha de Tomás Paleólogo, neta de Manuel II Paleólogo, Imperador de Bizâncio
entre 1391 e 1425, sobrinha do último Imperador Constantino XI, o Desaparecido ou
Desejado, todos da Dinastia imperial bizantina de Paleologes
O casamento na Rússia ocorreu no dia 12 de novembro de 1472, na
Catedral da Assunção, em Moscou.
A Grã-Duquesa Sophia / Zoé era uma sobrinha de Constantino XI e pelas leis
de herança seguidas pela maioria das monarquias europeias da época, Ivan, o Grande,
podia afirmar que ele em direito de jure uxoris , que significa "em
direito de uma mulher", e por via de consequência a sua descendência, era
herdeiro do Império Bizantino, o que era muito conveniente do ponto de vista
religioso, pois tornaria Moscou, uma
cidade com sete colinas, a Terceira Roma.
A libertação do jugo mongol, a unificação de domínios no grande estado
de Moscou, o costume de coroar os governantes moscovitas com o "Chapéu
de Vladimir Monomakh”- a regalia principal dos soberanos e símbolo da
autocracia na Rússia – deles portarem a Barma
um espécie de gola solta com imagens bordadas de caráter religioso e pedras
preciosas, colocadas no topo da vestimenta, a adoção do título real , do brasão
com a águia de duas cabeças dos Armas da Dinastia imperial bizantina de
Paleologes, o estabelecimento do Patriarcado, justificou aos olhos dos
contemporâneos o direito de Moscou de ser a Terceira Roma.
Temos como Primaz da Rússia, o que segue:
Metropolitanos de Kiev e de toda a Rússia
(988-1461)
Michael I • Leontij • ò •
John I • Feopemt • Cyril I
• Hilarion • Efraim • George
• John II • John III • Nicholas
• Nicephoros I • Nikita • Michael II
• Clement • Constantino I • Theodore
• João IV • Constantino II • Michael III
• Nicephorus II • Mateus • Cyril
II do • Joseph • Cyril III do • Chair in Vladimir-on-Klyazma (1299-1325):
Maxim • Peter • O departamento em Moscou (1325-1461): •
Peter Feognost • Alexis • Cipriano
• Mikhail ( n ) • Pimen • Dionísio
• Photius • Gerasim • Isidore
• Jonas
Metropolitanos de Moscou e de toda a Rússia
(1461-1589)
Feodosy • Philip I • Geronty • Zózimo • Simon • Varlaam • Daniel • Joasaph
• Makarii • Afanasii • Herman (n) • Philip II • Cyril • Anthony • Dionisiy •
Job
Patriarcas de Moscou e de toda a Rússia (1589-1721)
Job • Inácio • Germogen • Efraim (cauda) ( m ) • Ion (Arkhangel'skii) ( m ) • Filaret
• Joasaph I • Joseph • Nikon
• Ion Sysoevicha ( m ) • Joasaph
II • Pitirim • Joachim
• Adrian • Stefan (Jaworski) ( m
)
Os principais membros do Santo Sínodo
(1721-1917)
Stefan (Yavorsky) • Theodosius
(Yanovsky) • Feofan (Prokopovich) •
Ambrose (Yushkevich) • Stephen
(Kalinowski) • Platão (Malinowski) • Dimitri (cross-section) • Gabriel (Petrov) • Ambrose (Podobedov) • Michael (Desnitsky) • Seraphim (Glagolevsky) • Anthony (Rafalskiy) • Nicanor (Klementevsky) • Grigory (Postnikov) • Isidore (São Nicolau) • Palladium (Paraísos) • Ioanniky (Ore) • Anthony (Vadkovsky) • Vladimir (Epifania) • Platão (Natal)
Patriarcas de Moscou e de toda a Rússia
(desde 1917)
Tikhon • Petr (Polyansky) ( m )
• Sergius • Alexy I • Pimen
• Filaret (Denisenko) ( m ) •
Alexy II • Cyril
O Crepúsculo
de Apolinário Vasnetso
Domínio publico
Autocefalia da Igreja Russa ou a
Independência do Patriarcado de Constantinopla
Aquela história de união coma Igreja de Roma acabou desembocando na “Autocefalia
da Igreja Russa”.
São Jonas, foi eleito pelos bispos do metropolitano Russo de Moscou em
15 de dezembro de 1448, sem o consentimento do Patriarca de Constantinopla, isso
significou o início da independência de
facto, a autocefalia, da parte de Moscou. São Jonas contribui muito para unificação
política.
Theodosius, metropolita de Moscou e toda a Rússia de 9 de maio de 1461
- 13 de setembro de 1464, foi o primeiro
Metropolita de Moscou, que o príncipe de Moscou aprovou, e não o Patriarca de
Constantinopla.
Simon, elevado metropolita de Moscou e toda a Rússia a pedido do Grão
Duque aos bispos à catedral de Moscou em 22 de setembro de 1495.
Varlaam, metropolita de Moscou e toda a Rússia de 3 de agosto de 1511 -
18 de dezembro de 1521. Tentou reatar relações com o Patriarcado de
Constantinopla, em 1517. Acusado de traição foi defenestrado, preso, exilado Спасо-Каменный
монастырь, o Mosteiro do Salvador-Pedra no Lago Kubensky , pelo Grão-duque Basílio
III.
O encontro do Grão-duque Basílio III com os
embaixadores do imperador Carlos V&I em Mozhaisk
Domínio publico
No tratado de 1514 com Maximiliano
I, Sacro Imperador Romano Germanico, pela primeira vez na história da Rus, Basílio
III foi chamado de Imperador do Rus.
O diploma de Maximiliano
I, intitulado “Basílio III pelo imperador”, foi publicado por Pedro, O Grande, para
provar seus direitos de ser coroado como imperador.
Daniel, metropolita de
Moscou e toda a Rússia (1522 - 1539), colaborou com o Czar.
Macário, metropolita
de Moscou e toda a Rússia de 19 de março de 1542 - 31 de dezembro de 1563. Foi elevado
ao trono do Metropolitano em 19 de março de 1542 pelo príncipe Shuisky e um grupo
Boiardos durante a minoridade de Ivan, o Terrível. Depois homem de confiança
desse Czar.
“Em 3 de dezembro de
1563, o Metropolita Macário informou o soberano de que estava determinado a
deixar a Igreja Metropolitana e "adotar uma vida silenciosa" no Mosteiro Pafnutiev. O soberano, junto com o
herdeiro, apareceu no pátio metropolitano e implorou-lhe para não deixar ao
cargo.”
A Macário seguiu: Atanásio
• Herman • Felipe II • Cyril
• Antonio • Dionísio • Job.
Boris Godunov, Regente de facto da Rússia, e depois Czar de 21
de fevereiro de 1598 - 23 de abril de 1605, o primeiro que não era da Dinastia Rurikovitch,
se tornou parceiro de Job, um monge, arcebispo de Rostov, que tinha sido arquimandrita
do Mosteiro Tsarist Novospassky em Moscou, bispo Kolomensk , arquimandrita do Mosteiro
de Simonov em Moscou, que no Mosteiro da Assunção Staritsky, na diocese de Tver,
na cidade de Staritsa, no rio Volg, também, tinha exercido a mesma função.
Estando Jeremias II, Patriarca
Constantinopla, Boris Godunov solicitou a ele que fundasse o Patriarca de
Moscou e de toda a Rússia e que nomeasse de Job, arcebispo de Rostov, etc como
o primeiro Patriarca, o que foi feito.
Job, Patriarca de Moscou
e de Toda Rússia, se envolveu na política e se deu mal.
Em junho de 1605 foi preso
em meio a uma celebração na Catedral da Assunção do Kremlin, rasgaram suas
roupas patriarcais e como um simples monge foi enviado para o exílio, no dia
Acabou velho, cego,
morrendo em 19 de junho de 1607.
Foi Job, Patriarca de
Moscou e de Toda Rússia, que declarou à Igreja Russa autocefálica.
O Czarado da Rússia, o
estado autocrata russo entre 1547 e 1721, fundado por Ivã, o Terrível,
Grão-Príncipe de Moscou, contou com a colaboração dos Patriarcas de Moscou e de
Toda Rússia.
O Grande Soberano Nikon,
Patriarca de Moscou e outros títulos, começou uma reforma na Igreja, mas acabou
defenestrado do Patriarcado, pois no fundo ele queria instituir na Rússia uma
teocracia.
Nikon resolveu imprimir reformas
e:
O povo estava acostumado
a fazer o Sinal da Cruz com dois dedos e Nikon ordenou que fosse com três, o
que causou revolta.
Consultas a
Constantinopla, decisões do Conselho de Moscou, e a coisa terminou em anátema,
“aqueles que os usarão foram anatematizados na Grande Catedral de Moscou.”
“Alguns dos rituais que
foram aceitos antes na igreja de Moscou, começando pelo dedo duplo, foram
declarados heréticos.”
“Como resultado, houve um Cisma na Igreja
Russa, aqueles que continuaram a usar os rituais antigos foram oficialmente
chamados de "hereges”, mais tarde "cismáticos", e mais tarde
foram chamados de " Antigos Crentes"".
O início do Cisma
pintura de 1880
de
Aleksei Danilovich Kivshenko
Domínio publico
Fyodor I Ivanovich, Czar de toda a
Rússia e o Grão-Duque de Moscou de 18 de março de 1584 até 7 de janeiro de
1598, o terceiro filho de Ivan IV, o Terrível e a Rainha Anastasia Romanovna
Zakharina-Yuryeva, era débil e a Regência foi entregue a seu cunhado o Boris
Fedorovich Godunov, que depois da morte de Fyodor tornou-se seu sucessor.
Com a morte de Fyodor I Ivanovich,
sem deixar a descendência, a Dinastia Rurikovitch (do Ramo e Moscou) deixou de
imperar na Rússia.
Sua viúva, a Czarina Irina Feodorovna, nascida Godunov, retirou-se para
o Convento de Novodevichy onde se tornou freira.
Devastados pela fome, o governo de Boris virou o que se denomina de “anarquia”,
dando início a um período denominado de Время проблем, Tempo dos Problemas;
E para pôr fim ao Tempo dos Problemas uma série de impostores,
conhecidos como Falsos Dmitriys, afirmaram ser o irmão mais novo falecido de Fyodor
I Ivanovich.
O filho de Boris Godunov e da czarina Maria Skuratova-Belskaia, de nome
Fedor II Borisovich Godunov, foi Czar e Grande Príncipe de toda a Rússia de 13
(23) abril 1605 - 1 (11) junho de 1605,
sendo ele e sua mãe estrangulados em sua
câmara no Kremlin.
Durante esse período, as potências estrangeiras se envolveram profundamente
na política russa, sob a liderança dos monarcas da Suécia e Polônia-Lituânia.
No final desse lamentável período a Rússia perdeu muito e só veio se
recuperar em tempos de Pedro, o Grande.
“O Tempo dos Problemas é considerado ter terminado com a eleição de Mikhail
Fyodorovich Romanov ao trono, que estabeleceu a Dinastia Romanov.
A última Dinastia que governou a Rússia até a Revolução Russa de 1917”.
Mikhail Fyodorovich, Михаил Фёдорович
Fyodor Nikitich Romanov se tornou Filaret, o Patriarca de Moscou e Toda
a Rússia de 24 de junho de 1619 até 1 de outubro de 1633, e é reputado como o
primeiro da família Romanov, pois é um sobrinho da rainha Anastasia, a primeira
esposa de Ivan IV, o Terrível.
Fedor Nikitich, inimigo de Godunov, comeu o pão que o Diabo amassou, até
que por força de um tratado foi solto das prisões polonesas.
Chegou em Moscou em 14 de junho de 1619, sendo entronizado em 24 de junho
de 1619.
Sendo o pai de Mikhail Fyodorovich, Михаил Фёдорович, o governante eleito
no trono em 1613, ele era oficialmente seu co-regente pelo resto de sua vida.
Ele usou o título "Grande Soberano"
Aqui vemos o Patriarcado e o Czarismo unidos no governo da Rússia.
Filaret, o Patriarca de Moscou e Toda a Rússia, foi reformador e
legislador.
O último Patriarca de Moscou e
Toda a Rússia antes do Período do Sínodo, o Sinodal, foi o Patriarca Adriano, Metropolita
de Kazan e Sviazhsky de 21 de março (31 de março) 1686 - 24 de agosto (3 de
setembro) 1690, eleito para Moscou em 24 de agosto (3 de setembro) 1690 - 2 de
outubro (13 de outubro) 1700, cuja a entronização foi em 24 de agosto (3 de
setembro) 1690.
Sendo Patriarca Adriano, um adepto ferrenho das normas tradicionais, se
opôs as reformas de Pedro, o Grande.
Exemplifico:
Criticou o decreto de Pedro que obrigava aos Boiardos a se barbearem, um
fato que parece sem importância mais na época não era, pois, a barba tinha cunho
religiosos.
Discordar de Pedro em tempos de Pedro, o Grande, não era nada
aconselhável, principalmente em relação ao divórcio do Imperador de sua
primeira esposa, Eudóxia Lopukhina, que ocorreu em 1698.
Se postando contra a mare, Adriano não aceitava as reformas religiosas
que Pedro queria fazer e isso agravava o estado de tensão entre o Imperador e o
Patriarca, um conflito permanente que durou anos.
Pedro, o Grande, se encheu e aboliu ao Patriarcado dando início ao Santíssimo
Sínodo Governante, a mais alta autoridade do Estado poder administrativo
eclesiástico no Império Russo, em termos de funções gerais da igreja e relações
externas, bem como os conselhos de todos os bispos da igreja local, isto é, o
Conselho Local e ponto final.
Essa situação Sinodal permaneceu até 1918 quando a Igreja reinstituiu o
Patriarcado.
O atual chefe da Igreja Ortodoxa Russa é SS Patriarca Kirill, nascido
Vladimir Mikhailovich Gundyaev, Leningrado, URSS, no dia 20 de novembro de
1946, Bispo da Igreja Ortodoxa Russa.
A partir de 1º de fevereiro de 2009 o Patriarca de Moscou e de toda a
Rússia;
5º Presidente do Departamento de Relações Exteriores da Igreja do
Patriarcado de Moscou; Metropolitano de Smolensk e Kaliningrado;
Bispo de Vyborg;
Vigário de diocese Leningrado;
Gerente das
paróquias patriarcais na Finlândia.








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