E Pedro viaja novamente. Capitulo 11
Pedro coloca Luis XV, rei de França< no colo
anonimo
Domínio publico
A segunda viagem imperial ao estrangeiro, com início de
1716, Pedro deixou a Rússia por quase dois anos, foi uma nova Embaixada
Diplomática, Comercial & Cultural que durou 2 anos.
Primeira etapa:
Da Rússia para Riga, onde negociou com os representantes
de Frederico Guilherme, O Rei Soldado, Rei na Prússia e Eleitor de Brandemburgo
de 25 de fevereiro de 1713 até a 31 de maio de 1740, as manobras militares
conjuntas na Pomerânia. Partida em 24 de janeiro.
Segunda etapa:
De Riga para Gdansk, em alemão
Danzig, “a época a cidade mais populosa com uma população alemã a frente de
Viena e Hamburgo, localizada na baía de Gdansk, no Mar Báltico, a cerca de 350
km a noroeste de Varsóvia, onde:
a- Encontrou
oficiais generais russos, pois parte da Frota Russa estava lá fundeada. Segundo
um cronista a postura de Pedro era de um Conquistador tanto que a postura de Augusto
II, o Forte, da linha Albertine da Casa de Wetti, Príncipe-eleitor da Saxônia,
Vigário Imperial do Sacro Império, rei eleito da Polônia e Grão-Duque da
Lituânia era de um vassalo;
b- Em
19 de abril de 1716, filha de Ivan V, “o czar mais velho”, com a czarina Praskovia
Saltykova, assistiu o casamento de sua sobrinha e afilhada Catarina Ivanovna
com Karl Leopold, duque de Mecklenburg, da Dinastia Mecklenburg, da linha Mecklenburg-Schwerin.
Esse duque não regulava bem das ideias e o casamento foi muito infeliz tendo
que a Duquesa fugir para a Rússia levando a filha do casal, prinzessin
Elisabeth Katharina Christine von Mecklenburg-Schwerin, que na Igreja Ortodoxa
se tornou a Grã-duquesa Anna Leopoldovna, e foi Grande Duquesa, a governante
regente do Império Russo de 9 de novembro de 1740 até 25 de novembro de 1741. Esse
duque não regulava bem das ideias e seu governo gerou uma crise, e o Imperador
Carlos VI junto com a Corte Imperial de Justiça o declarou incapaz passando o
governo para seu irmão Christian Ludwig II, que mais trade se tornou o Duque de
Mecklenburg -Schwerin de 1747 a 1756.
A
Grã-duquesa Anna Leopoldovna casou com Anton Ulrich, príncipe de
Braunschweig-Wolfenbüttel em 14 de julho de 1739 e logo em 23 de agosto de 1740
nasceu o primogênito Ivan, ou João Antonovich, futuro Ivan VI, imperador e o
autocrata de toda a Rússia de 17 de (28) outubro de 1740 até 25 de novembro (6
de dezembro) de 1741, um ano e um mês. Ivan VI deposto foi assinado em 5 de (16)
de julho de 1764, na fortaleza Schlüsselburg, localizada na margem esquerda da
Neva, no Lago Ladoga, em uma ilha do rio em frente à cidade do mesmo nome
Schlüsselburg a 35 quilômetros a leste de São Petersburgo. Ninguém sabe onde
Ivan VI foi sepultado.
A
Grã-duquesa Anna Leopoldovna não foi uma mulher feliz, pois morreu em prisão em
8 de março (19) de 1746, mas seu corpo está sepultado na Igreja da Anunciação
do Alexander Nevsky Lavra.
Terceira etapa:
Pyrmont, ou Bad Pyrmont, é uma
cidade termal famosa até os nossos dias¸ hoje localizada no distrito de
Hamelin-Pyrmont, estado de Baixa Saxônia, Alemanha
Pedro fez um tratamento de
banhos em suas águas.
Governava o principado
Friedrich Anton Ulrich von Waldeck, que desde 6 de janeiro de 1712 era o príncipe
Waldeck e Pyrmont, elevado por Carlos VI, Sacro Imperador desde 12 de outubro
de 1711 até 20 de outubro de 1740.
Quarta etapa:
Do Principado de Pyrmont vai
para a cidade portuária de Rostock, localizada na desembocadura do rio Warnow, com
parte da cidade banhada pelo mar Báltico, onde encontra as Galeras Russas.
Quinta etapa:
Visitou Copenhague. “A
verdadeira razão para a visita é menos conhecida.”
Sexta etapa:
Pedro viaja para Mecklenburg,
de lá para Havelsberg
Em Havelberg, hoje no distrito
de Stendal, na Saxônia-Anhalt, um dos 16 estados federais (Länder) alemães.
Localiza-se no centro-leste do país e sua capital é Magdeburgo, Pedro tem
encontros com Frederico Guilherme I, "o Rei Soldado", rei da Prússia
e Príncipe-eleitor de Brandemburgo de 1713 até sua morte em 31 de maio de 1740.
Presentes foram trocados:
Pedro entregou a Frederico soldados
russos com mais de 1:88 de altura para compor o Regimento conhecido como Lange
Kerls, rapazes grandes, regimento esse que se tornou a guarda de corpo do rei, "O
Regimento de Sua Majestade Real".
Lange Kerls ist die
volkstümliche Bezeichnung für die Soldaten dieses Regimentes. Weitere bekannte
Namen für das Regiment sind Potsdamer Riesengarde und Grenadiergarde.
T.L.:
“Rapazes Altos” é o nome
popular para os soldados deste regimento. Outros nomes bem conhecidos para o
regimento são a Guarda Gigante de Potsdam e os Granadeiros.
Frederico presenteou Pedro com
uma joia de valor inestimável, um verdadeiro patrimônio da Humanidade, o
Янтарная комната Yantarnaya komnata, Quarto Âmbar, ou a Câmara Âmbar, A Oitava
Maravilha do Mundo.
A Câmara de Âmbar, é uma
decoração de painéis em âmbar e espelhos folheados a ouro pertencente ao
Palácio de Catarina em Tsarskoye Selo, próximo a São Petersburgo.
A câmara original foi um
esforço conjunto do escultor barroco alemão Andreas Schlüter, e construído pelo
artesão dinamarquês Gottfried Wolfram entre 1701 e 1709 na Prússia. Permaneceu
no Palácio de Charlottenburg até 1716, quando foi presenteado por Frederico
Guilherme I da Prússia a seu aliado, o czar Pedro I da Rússia. O projeto foi
então expandido, e após várias ampliações, passou a conter mais de seis
toneladas de âmbar, cobrindo mais de 55 m².
Os nazistas o roubaram e de
1942 até a primavera de 1944, os painéis da Sala Âmbar foram montados em um dos
corredores do Castelo Real de Konigsberg em menor escala, durante o assalto de
Koenigsberg pelas tropas soviéticas em abril de 1945, a Sala Âmbar desapareceu
sem deixar rasto. Seu futuro destino ainda é um mistério.
“Desde 1981, foram iniciados
os trabalhos sobre a reconstrução da Sala Âmbar e no período de 1981 a 1997
foram conduzidos sob a orientação do consagrado restaurador Alexander
Aleksandrovich Zhuravlyov.”
Atualmente disponível para
visitas no Grande Palácio de Tsarskoye Selo, o Palácio da Grande Catarina.
Prussian Langer Kerl
("um homem alto") por Johann Christof Merk, 1718
Sétima etapa:
Pedro vai para Hamburgo, cidade
imperial livre dentro do Sacro Império Romano, onde se encontra com Frederico
IV, rei da Dinamarca e Noruega desde 25 de agosto de 1699 até sua morte em 12
de outubro de 1730, que chegou sem avisar.
Oitava etapa:
Vai para Amsterdam.
Na Holanda não só trata de
política, “mas de obter várias informações no campo da economia, da ciência e
das artes”.
As relações com comerciantes
holandeses foram um objetivo importante desta viagem, pois os holandeses
estavam insatisfeitos com o comércio russo-holandês.
Com instalações de manufatura,
de fabricas, em solo russo diminuiu a exportação para o Império de Pedro, mas o
Imperador soube contornar os problemas visitando os industriais em todas as
partes da Holanda.
A contribuição cultural,
também, foi grande, pois artistas forma para a Rússia.
Nona etapa:
Vai para a França.
O sucessor de Luis XIV, o Rei
Sol, era seu bisneto Luis XV, com sete (7) anos de idade.
O Regente era Philippe
d’Orléans, Duque d'Orléans, de Valois, de Nemours, de Montpensier, sobrinho do
rei morto, pois era filho de Philippe de France, Monsieur, frère unique du
roi, fils de France, e genro do mesmo soberano já que Philippe d’Orléans era
casado com Françoise-Marie de Bourbon, conhecida como "a segunda
Mademoiselle de Blois", filha legitimada com Athénaïs de Montespan, a
celebre Marquesa de Montespan.
Sabemos que Pedro detestava em
suas embaixadas as cerimonias protocolares, mas na França se submeteu a elas.
Pedro encontra com o Regente.
Dois dias depois se encontra
com o Rei Luis XV.
Quebrando o rígido protocolo
dos reis de França, a famosa l’ Étiquette à la cour de France, o gigante Pedro carregou
no colo o pequeno Luis XV, Rei de França.
Foi un l'étonnement est un
succès.
Pedro desfrutou bem de Paris.
Visitou tudo que pode, inclusive a Sorbonne, e
“estabeleceu as bases para relações diplomáticas mais estreitas entre a Rússia
e a França”.
Artigo: A grande viagem do
czar Pedro o Grande à França
Pontos de destaque:
2017 marca os 300 anos da
memorável viagem do czar Pedro o Grande à França. Vários eventos no castelo de
Versailles comemoram a data.
Em 1717, Pedro o Grande, então
czar da Rússia, fez uma viagem emblemática à França. O soberano russo, herdeiro
dos Romanov, passou os meses de maio e junho em Paris e no castelo de
Versailles. Sua viagem, além do lado diplomático de reaproximação das relações
entre França e Rússia, foi uma viagem de pesquisa.
Pedro, um grande admirador da
cultura europeia – e, particularmente, francesa – buscava inspiração na arte,
arquitetura e artesanato franceses a fim de implementar algo semelhante na
Rússia. Seu castelo Peterhof, em São Petersburgo, foi construído usando
Versailles como modelo.
Essa viagem foi tão memorável
e importante para os dois países que mesmo hoje, 300 anos depois, ela é
lembrada e comemorada.
Fim do destaque.
Decima etapa:
Pedro volta a tomar banhos termais
em Pyrmont.
Decima primeira:
Volta a Amsterdam para mais
negociações.
Decima segunda etapa – O
Retorno.
Chegada em São Petersburgo no
dia 10 de outubro de 1717



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