Alexandre Nevsky - O Nome da Rússia - 4°capitulo
Alexandre Nevsky
Имя Россия
O Nome da Rússia
Nikolay Cherkasov
como
Alexander
Yaroslavich Nevsky
Um dos filmes clássicos da
década de 1930 que mais me impressionou quando adolescente foi "Alexander Nevsky",
realizado como propaganda histórica artística soviética, que vi no Cine Opera
na praia de Botafogo, no Rio de janeiro.
O filme é considerado uma das
melhores obras de Sergei Eisenstein, Professor da VGIK, Doutor em Crítica de
Arte, com música de Sergei Prokofiev, compositor, pianista, maestro, que
recebeu em 1947 o título de “Artista Popular da RSFSR - República Socialista
Federativa Soviética da Rússia - vencedor do Prêmio Lenin e seis Prêmios Stalin.
Quem tiver oportunidade que
assista, vale a pena.
Mais quem foi Alexander Nevsky?
Alexandre Yaroslavich Nevsky
foi:
1. Príncipe
de Novgorod de 1228 até 1229, juntamente com seu irmão Fyodor;
2. Príncipe
Pereyaslavl-Zalessky de 1246 até 1263;
3. Grão-Duque
de Kiev de 1249 até 1263;
4. Grão-Duque
Vladimir de 1252 até 1263.
Ficha:
Religião: Ortodoxa;
Local e data de nascimento:
Pereslavl-Zalessky, na Região de Yaroslavl, em 13 de maio de 1221;
Pereslavl-Zalessky foi fundada
em 1152 pelo príncipe Yuri Dolgoruky, Yuri (George) Vladimirovich, príncipe de
Rostov-Suzdal e Grão-duque de Kiev, filho de Vladimir Vsevolodovich Monomakh.
Tradicionalmente considerado o fundador de Moscou, como a futura capital do
Nordeste da Rússia;
Local e data de morte: Gorodets, na região de Níjni Novgorod, em 14 de
novembro de 1263, com 42 anos;
Local de enterro: primeiro no Theotokos-monastério
de Natal, e em 1724, trasladado para o Santíssima Trindade Lavra de
Alexandro-Nevskaya em São Petesburgo;
Dinastia Rurikovitch
Pai: Jaroslav (Theodore)
Vsievolódovitch, príncipe de Novgorod, príncipe Pereyaslavl-Zalessky,
Grão-duque de Kiev, Grão-duque Vladimir, príncipe-governador de Ryazan;
Mãe: Feodosia Mstislavovna, segunda esposa do pai e filha do príncipe Mstislav
Mstislavich, o audaz ou de boa sorte, príncipe do Principado de Galicia-Volyn,
e de Maria, filha de Khan Kotyan Sutoevitch;
Casou com Alexandra
Bryachislavna Polotskaya, filha de Bryachislav Vasilkovich, príncipe de Polotsk
e de Vitebsk;
Foram pais de:
Basílio ou Vasily Alexandrovich
- príncipe de Novgorod;
Dmitry Alexandrovich - príncipe
de Novgorod, príncipe de Pereyaslavl-Zalessky, Grão-Duque de Vladimir;
Andrew Alexandrovich – Príncipe
de Kostroma (existiu de 1246 a 1303 anos), Grão-duque de Vladimir (1281-1284,
1292-1304), príncipe de Novgorod, príncipe Gorodetsky (um dos principados
feudais do Nordeste da Rússia do século 13 com sua capital em Gorodets-sobre -o
-Volga);
Daniel Alexandrovich - Príncipe de Moscou, fundador da dinastia
Danilovichi, um ramo dos Rurikovitch que se tornou a Dinastia reinante no Principado de Moscou.
Filha:
Eudoxia Alexandrovna que casou
com o príncipe Constantine Rostislavich Smolensky. Sem maiores informações.
A Ordem Teutônica
Der Deutsche Orden, auch
Deutschherrenorden oder Deutschritterorden genannt, ist eine
römisch-katholische Ordensgemeinschaft.
Der vollständige Name lautet
Orden der Brüder vom Deutschen Hospital Sankt Mariens in Jerusalem, lateinisch
Ordo fratrum domus hospitalis Sanctae Mariae Teutonicorum Ierosolimitanorum.
Aus der lateinischen Kurzbezeichnung Ordo Teutonicus leitet sich das
Ordenskürzel OT.
T.L.:
A Ordem Teutônica é uma ordem
religiosa militar católica, ou seja, uma ordem germânica que teve as bênçãos do
Papa, do Bispo de Roma.
1809 - Napoleão Bonaparte
dissolve a Ordem.
1929 - Ressurge como ordem
religiosa.
Atualmente a Ordem tem sua
sede em Viena, Áustria, e trabalha primordialmente com objetivos assistenciais
fornecendo padres para comunidades germânicas em países de língua não alemã também
mantém, desde 1999, um conservatório de música na cidade de Opava, uma escola
de ensino médio em Olomouc, ambos na República Tcheca, uma casa de repouso, um
hospital na cidade de Friesach, e uma ordem de freiras na cidade de Passau na
Alemanha.
O nome completo é a Ordem dos
Irmãos do Hospital Alemão de Santa Maria em Jerusalém, no Latin: Ordo fratrum
domus hospitalis Sanctae Mariae Teutonicorum Ierosolimitanorum. O nome curto
latino é Ordo Teutonicus, OT.
Em português é Ordem dos
Cavaleiros Teutônicos de Santa Maria de Jerusalém
Ficha:
Foram chamados popularmente
de: Cavaleiros Teutônicos, Ordem Alemã;
Lema: "Ajudar, defender,
curar";
Vestuário: Manto branco com
uma cruz preta;
Fundação: ano de 1190 (828
anos);
Tipo: Ordem religiosa militar
católica de 1192-1929;
Estado legal: Ativa como ordem
religiosa de assistência;
Fidelidade:
a- Ao
Sacro Imperador Romano Germânico (1190-1806);
b- Ao
Papado (1190-até hoje, no presente).
Patronos:
1- Virgem
Maria
2- Santa
Isabel da Hungria
3- São
Jorge
Quartel general:
I.
Acre - cidade na região planície costeira do
norte do Distrito do Norte, Israel, na extremidade norte da Baía de Haifa
(1192-1291)
II.
Veneza (1291-1309)
III.
Marienburg (1309-1466)
IV.
Königsberg (1466-1525)
V.
Mergentheim (1525-1809)
VI.
Viena (1809 - presente)
VII.
Estado da Ordem Teutônica - Staat des Deutschen
Ordens - Civitas Ordinis Theutonici, ocupava os territórios ao longo do Mar
Báltico e dos países Prússia, Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, sempre tentando adentrar pela
Rússia. (1230-1525).
Com a derrota dos Cruzados na
Terra Santa a Ordem Teutônica foi em 1211 para o sudeste da Transilvânia, mais
especificamente para Burzenland por obra e graça de André II, Rei da Hungria de
1205 – 1235, “em troca de proteger a fronteira sudeste do reino contra os Cumanos”,
um povo nômade turco ou turcomanos.
Começaram a se estabelecer
arrogantemente com fortalezas, vilas, mercados, etc e tal, o que desgostou os húngaros
e os bispados católicos na área já estabelecidos.
Vendo que não havia condições
para um diálogo construtivo com os húngaros, Hermann von Salza, quarto Grande
Mestre dos Cavaleiros Teutônicos, estreitou os laços com o imperador do Sacro
Império Romano e com o Papa.
Essas aproximações não
impediram que a Ordem Teutônica fosse expulsa da Hungria em 1225.
Em 1226, a Bula Dourada de
Rimini de Frederico II, imperador do Sacro Império Romano, sendo que o Sacro Império
era uma vastíssima área da Europa, portanto seu governante teoricamente podia
dela dispor, concedeu a Ordem Teutônica para governar o Kulmerland, uma região
histórica localizada no centro-norte da Polônia, na margem direita do rio
Vístula, da foz da Drwęca até o Osa, entre o território do Duque de Mazóvia e a
Prússia.
Os exortou para que lutassem
contra as tribos pagã ali existente, assegurando a soberania absoluta sobre a
área ainda a ser conquistada.
Com gana os Teutônicos foram à
luta e fundaram um Estado, o Estado da Ordem Teutônica, acima citado.
Apoquentado o Rus.
A Invasão Mongol enfraqueceu
aos príncipes russos, e os Cavaleiros Teutônicos tiraram partido dessa situação.
Quando as Ordem Militares se
enfraqueciam elas eram absorvidas pelas Ordens mais fortes ( após a extinção da
Ordem dos Templários em 1312, a Ordem de Malta ficou com boa parte das
propriedades da extinta) , ou novas Ordens eram organizadas ( como a portuguesa
Ordem dos Cavaleiros de Nosso Senhor Jesus Cristo herdeira das propriedades e
privilégios da Ordem do Templo), sempre com as bênçãos dos Papas de Roma, e esse foi o caso da Fratres miliciæ Christi
de Livonia, ou Schwertbrüderorden, Irmãos Livônios da Espada, composta por
monges guerreiros alemães, que existiu de 1218 — 1562, que acabou sendo
absorvida pela Ordem dos Cavaleiros Teutônicos em 1237.
Entretanto, essa Ordem dos Irmãos
Livônios da Espada deu trabalho aos russos, como veremos.
O bispo Herman von Buxthoeven,
1º Bispo de Dorpat, era irrequieto e usou de sua influência para colocar a
Ordem dos Irmãos Livônios da Espada na Estônia, onde esses foram derrotados na Batalha
de Saule de 22 de setembro de 1236 e se uniram na Ordem Teutônica tornando-se um
braço, um ramo, dessa com a denominação de Ordem Livonia.
Assim a Ordem Teutônica, que
teve em 1192 confirmados seus estatutos de forma definitiva por Celestino III, 175º
Papa e Bispo de Roma, ganhou um ramo, um braço, para usar em suas batalhas, em
suas conquistas, em suas matanças, em suas estripulias, pela Região
báltica.
Enquanto isso em Roma:
Eu penso que os Bispos de
Roma, os Papas, viviam, e em alguns casos ainda vivem, em outro mundo e vou dar
um exemplo.
O Papado sempre foi fonte
geradora de instabilidade política no mundo.
Desde a famigerada e enganosa
Doação de Constantino, um decreto imperial falso pelo qual o imperador
Constantino, o Grande, transferia para o Papa Sylvester I e seus sucessores, o
Papado, a soberania sobre a parte ocidental do Império Romano, isso incluía a Judéia,
a Grécia, a Ásia, a África. Uma vergonha para a Igreja de Roma.
Desde que Leão III corou a
socapa Carlos Magno como Imperador Augusto do Ocidente no Natal de 800.
Desde que Papa Hildebrando/ Gregório
VII lançou ao mundo conhecido o seu Dictatus Papae, “afirmações de princípio do
Papa", ou "decretos do Papa", documento este que trata da
autoridade, competência e poderes do Papa, o Bispo de Roma, tanto no domínio
temporal como espiritual, ou seja, promove a supremacia temporal e
infalibilidade espiritual papal sobre os soberanos da terra, permitindo até que
eles fossem depostos pelo Papa de Roma.
Desde Controvérsia das
Investiduras, entre o Papa Hildebrando/ Gregório VII e o imperador Henrique IV
do Sacro Império Romano-Germânico, que demostra claramente a intenção do Papado
de mandar e desmandar, enriquecer, e acima de tudo aumentar o seu Poder
Temporal, nos domínios de outros príncipes usando dos mosteiros, conventos,
bispados, paróquias e sacerdotes e tal.
Em um de seus artigos reza
“todos os príncipes devem beijar os pés do Papa”, é o fim da picada.
Noutro: O Papa “pode-se permitir deitar os imperadores”, isso
representa o máximo dos poderes
temporais, um poder abissal não só sobre o principal governante, como os
seus auxiliares diretos de governo, e do povo, incluindo aqui a sua Fé, que
fica à mercê dos humores de um grupo de homens que na maioria das vezes
desconhecem totalmente a realidade política- sócio- econômica de cada Estado
espalhados pelo mundo.
Ganância é a vontade exagerada de possuir qualquer
coisa, um desejo excessivo
direcionado principalmente à riqueza material, associada ao Poder, o poder de influenciar as pessoas de tal maneira que seus
praticantes chegam ao cúmulo de corromper terceiros e se deixar corromper,
manipular e enganar chegando ao extremo de tirar a vida de seus desafetos.
No cristianismo, ganância é um
dos sete pecados
capitais, opondo-se à generosidade.
No Cristianismo, ganância é um dos sete pecados capitais, opondo-se à
generosidade, porem os Papas, os Bispos de Roma, através da História provaram
que não estão nem aí para esse pecado desde priscas eras.
Os Papa do Medievo demostraram um apego excessivo e descontrolado pelos
e aos bens materiais, isso sem falar na cobiça desenfreada pelo chamado Poder
Temporal, e guerras, matanças de populações, como as vergonhosas Cruzadas, ocorreram
no só no caminho para e na Terra Santa, como, também, em terras europeias, em
nome de um Fé, uma Fé que era baseada em ensimamentos de nosso Senhor Jesus que
está no Evangelho de Capitulo 15, versículos 12 e 17:
“Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo” e
“o que vos mando é que vos ameis uns aos outros.”
Os Papa do Medievo só amavam o Poder Temporal e as riquezas matérias.
Por isso o cristianismo soterrou o Caminho, já que Jesus afirmou:
“Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por
mim”. (João 14:6)
Volto a afirmar:
O Papado sempre foi fonte
geradora de instabilidade política no mundo.
O 178º Papa e Bispo de Roma
foi Gregório IX, nascido Ugolino dei Conti de Segni, pontificando de 19 de
março de 1227 até 22 de agosto de 1241.
Em 1231, Gregório IX
estabeleceu a Inquisição papal para ordenar processos contra os hereges e
entregou os Trabalhos da Inquisição aos dominicanos, um bando de fanáticos.
Em novembro de 1232, não
satisfeito aprovou as Cruzadas do Norte da Ordem Teutônica, cujo objetivo
oficial era o batismo das nações pagãs do Báltico, mas sabemos bem que era para
expandir o latifúndio da Igreja Católica, aumentando assim o Poder Temporal do
Papado.
Inculcando uma guerra entre os
cavaleiros teutônicos alemães, dinamarqueses, suecos, contra os povos
báltico-finlandês, incluindo os principados russos ortodoxos, com os mesmos objetivos referidos acima.
E a uma guerra cruel começou
com as bênçãos do Bispo de Roma.
Em dezembro 1237, Papa
Gregório IX proclamou a Segunda Cruzada para a Finlândia.
Nesse escopo, em junho 1238, o
rei dinamarquês Valdemar II e Hermann von Balk, o Grão-mestre da Ordem Teutônica
e da Livonia, concordaram em dividir Estónia e realizar ações militares contra
a Rússia na região do Báltico, com a participação da sueca.
E aí a coisa pegou.
Voltemos a Alexander
Yaroslavich Nevsky
O príncipe Alexander Yaroslavich,
com 19 para 20 anos, foi a luta e em 22 de julho de 1240, pelo calendário
gregoriano, 15 de julho, de acordo com o calendário juliano, e ocorreu a
celebre Batalha da Neva:
Невская битва, o conflito
principal da Segunda Cruzada.
No verão de 1240, navios invasores
chegaram na foz do rio Neva e fixaram acampamento na a Bacia do rio Izhora.
Liderado uma pequena mais fiel
tropa de russos de Novgorod e da Carélia (hoje
uma região pouco habitada e dividida administrativamente em quatro regiões: o
óblast de Leningrado e a República da Carélia (na Rússia) e Carélia do Sul e
Carélia do Norte (na Finlândia), milicianos da fortaleza Novgorod e de
Ladoga, marchou para o combate.
Vitória de Alexander
Yaroslavich e seus bravos, pois os invasores fugiram.
Entretanto ocorreu perdas do
lado russo segundo consta várias dezenas de pessoas, incluindo até 20 guerreiros
nobres, e dos invasores centenas de pessoas.
Todavia o epiteto Nevsky, Невский,
foi dado a Alexander Yaroslavich por sua coragem nessa Batalha da Neva, Невская
битва.
Batalha no Gelo:
Ледо́вое побо́ищ –de 5 de abril de 1242, no Lago
Peipus, localizado entre a Estónia e a Rússia.
Beligerantes:
De um lado:
Grão-Ducado de Vladimir,
República de Novgorod (em janeiro de 1478, Ivan III foi incluído no Estado de
Moscou), República de Pskov, as vezes principado de Pskov ( em 1510, o Grande Príncipe de Moscou Basílio
III chegou a Pskov e pôs fim à República de Pskov).
Comandava os russos o príncipe
Alexander Nevsky segundado por seu irmão príncipe Andrey Yaroslavich.
Do outro:
Ordem Teutônica através de seu
ramo a Ordem Livonia, o Bispado de Dorpat, o Reino da Dinamarca.
Seu exército era comandado por
Herman von Buxthoeven, 1º Bispo de Dorpat, e por Andreas von Velven,
Vice-grão-mestre da Ordem Livonia, um braço armado da Ordem Teutônica, que não
entrou na batalha propriamente dita, ficando a uma distância segura, e por isso
não foi capturado.
Vitoria russa, e a “Ordem Teutônica
diminuiu todas as reivindicações territoriais sobre terras russas”.
A campanha lituana de
Alexander Nevsky:
“Ações bem-sucedidas das
tropas de Pereslavl-Zalessky e de Novgorod lideradas por Alexander Nevsky
contra os lituanos em 1245.”
“Esta campanha, juntamente com
as demais batalhas descritas acima garantiram a Alexandre Nevsky o
reconhecimento de seus contemporâneos, sua posição como defensor das fronteiras
ocidentais da Rússia, e sua gloria histórica.”
O Papado não dava trégua a
Alexandre Nevsky.
Sábio Alexandre formulou uma
política pacífica com a Horda de Ouro, os mongóis, mas o Papa queria destruir
essa paz e enviou emissários para encontrar o Príncipe russo, que não foi na conversa
deles, pois sabia como é Roma, ou seja, oferecia sempre o que não podia dar, e
que o Papado queria tudo para si e nada para os outros.
A resposta depois de duas
cartas papais e muita conversa dos Romanos Cardeais, Alexandre Nevsky,
respondeu definitivamente:
«си вся съведаем добре, а от вас учения не
принимаем».
T.L.: "Todos conhecemos o
bem, mas não aceitamos os ensinamentos de vocês".
Fim de papo do Papa.
“O Príncipe
Alexander Nevsky ouve os legados papais "
Henrik Hector Semiradsky
- Pintura de 1876 –
Domínio público
Os mongóis estavam precisando
de recursos e tributaram os agricultores, além do mais queriam tropas para o
Khan Berke combater seu primo o ambicioso Hulaugu, um neto de Genghis Khan.
Os russos de Vladimir, Suzdal,
Rostov, Pereslavl, Yaroslavl, e outras localidades, se rebelaram.
Alexandre Nevsky, como o
máximo governante russo, que havia conseguido aglutinar vários principados, foi
a Cidade de Sarai, a capital do Khan Berke, Governante da Horda de Ouro, para
resolver o problema econômico-político.
A viagem do Grão-Duque
Vladimir demorou por quase um ano e Alexandre Nevsky ficou doente, e acabou
morrendo em 14 de novembro de 1263 na cidade de Gorodets, localizada a margem
esquerda do rio Volga.
Chamo atenção que “antes de
sua morte, ele tomou votos monásticos e recebeu o nome religioso de Alexis”.
Vou transcreve um texto em
língua inglesa:
From the Second Pskovian
Chronicle:
"Returning from the
Golden Horde, the Great Prince Alexander, reached the city of Nizhny Novgorod,
and remained there for several days in good health, but when he reached the
city of Gorodets he fell ill ...
Great Prince Alexander, who
was always firm in his faith in God, gave up this worldly kingdom ... And then
he gave up his soul to God and died in peace on 12 November [1263], on the day
when the Holy Apostle Philip is remembered ...
At this burial Metropolitan
Archbishop Cyril said, 'My children, you should know that the sun of the
Suzdalian land has set. There will never be another prince like him in the
Suzdalian land.'
And the priests and deacons
and monks, the poor and the wealthy, and all the people said: 'It is our end.'
Tradução livre do Google:
Da Segunda Crônica Pskoviana:
"Voltando da Horda de
Ouro, o Grande Príncipe Alexandre, chegou à cidade de Nizhny Novgorod, e
permaneceu ali por vários dias com boa saúde, mas quando chegou à cidade de
Gorodets, ele caiu doente ...
O grande príncipe Alexandre,
que sempre foi firme em sua fé em Deus, desistiu deste reino mundano ... E
então desistiu de sua alma a Deus e morreu em paz em 12 de novembro [1263], no
dia em que o Santo apóstolo Felipe é lembrado ...
Neste enterro, o arcebispo
metropolitano Cirilo disse: "Meus filhos, você deve saber que o sol da
terra Suzdalian se estabeleceu. Nunca haverá outro príncipe como ele na terra
de Suzdalian”.
E os sacerdotes e diáconos e
monges, os pobres e os ricos, e todas as pessoas disseram: "É nosso
fim".
Aqui fala em 12 de novembro e
oficialmente se tem o dia 14 de novembro.
Alexandre Nevsky foi sepultado
no Mosteiro da Natividade em Vladimir.
Em 1724, Pedro I, o Grande,
ordenou que as relíquias de Alexandre Nevsky fossem solenemente transferidas
para o mosteiro ortodoxo masculino Свя́то-Тро́ицкая Алекса́ндро-Не́вская ла́вра - A Santíssima Trindade Alexander Nevsky Lavra, em São
Petersburgo.
Alexandre Nevsky foi glorificado
(canonizado) pela Igreja Ortodoxa Russa em 1547. Seu principal dia de festa é
23 de novembro.
Em 21 de maio de 1725, a
imperatriz Catariana I, a Grande, introduziu a Ordem Imperial de St. Alexandre
Nevsky como uma das mais altas condecorações.
“Durante a Grande Guerra
Patriótica, em 29 de julho de 1942, as autoridades soviéticas introduziram uma
Ordem de Alexandre Nevsky para reviver a memória da luta de Alexandre contra os
invasores do solo da Mãe Rússia.”
“A frase proverbial de
Alexandre (parafraseando Mateus 26:52), "Quem virá a nós com uma espada,
de uma espada perecerá", tornou-se um slogan dos patriotas russos”.
“Há uma longa tradição de
navios de guerra russos com o nome de Nevsky, como a fragata de propulsão do
século XIX Alexander Nevsky e um submarino nuclear estratégico de mísseis
balísticos recentemente construído para a Marinha russa “.
“O nome da Rússia (russo: Имя
Россия, "The Name Russia") foi um projeto do canal de TV da Rússia,
visando eleger a personalidade mais notável da história russa através da
Internet, da rádio e da votação televisiva.”
O Kirill, Patriarca de Moscou
e de todos os Rus e Primaz da Igreja Ortodoxa Russa sugeriu o nome de São Alexandre
Nevsky para ser “O nome da Rússia”, e ele venceu.
Que honras sejam prestadas a Alexandre
Nevsky, “O nome da Rússia” ...
E tenho dito.


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